Comitês existem para dar profundidade ao conselho, não para duplicá-lo. Um comitê útil tem três definições escritas: o escopo do que examina, a cadência com que se reúne e o entregável que leva ao colegiado.
O escopo precisa distinguir assessoramento de decisão. Na maioria das estruturas, o comitê recomenda e o conselho decide. Quando essa fronteira não está escrita, a decisão passa a ser tomada duas vezes — ou nenhuma.
A cadência deve seguir o ciclo do tema. Auditoria acompanha o calendário contábil; pessoas acompanha o ciclo de avaliação e sucessão; estratégia acompanha o ciclo de planejamento. Reunião mensal sem matéria produz pauta artificial.
O entregável é o que sustenta a credibilidade do comitê: um parecer curto, com recomendação, votos divergentes quando houver e pontos que exigem decisão do conselho. Ata de comitê não substitui parecer.
Avalie anualmente se o comitê continua necessário. Estruturas de governança também acumulam legado — e comitês vazios consomem tempo dos conselheiros mais qualificados.


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