Em empresas familiares, o acordo de sócios costuma ser negociado em um momento de harmonia e consultado em um momento de crise. Entre esses dois pontos, a empresa muda de tamanho, a família muda de composição e o documento permanece igual.
Revisar o acordo periodicamente não é sinal de desconfiança; é manutenção. Cláusulas de entrada e saída, política de dividendos, critérios para trabalhar na empresa, resolução de impasses e sucessão precisam refletir a realidade atual.
Separe os três fóruns. Conselho de família trata de valores, formação e expectativas; conselho de sócios trata de capital e patrimônio; conselho de administração trata do negócio. Misturar os três em uma única mesa é a receita para decisões emocionais.
Formalize o que já funciona informalmente. Muitas famílias têm regras claras na prática e nenhuma no papel — e é a informalidade que se rompe na transição geracional.
Por fim, prepare o herdeiro para a cadeira, não apenas para a cota. Preparação de sócio é tema de governança, com trilha, prazo e critério.


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