CAPITAL — 13 de julho de 2026

Governança para captação: o que investidores olham

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A due diligence societária costuma revelar o que a empresa deixou de organizar nos anos anteriores.

Quando um investidor entra em diligência, a governança deixa de ser tema interno e passa a ser fator de preço e prazo. O que se organiza com meses de antecedência é o que evita desconto de valuation e cláusulas defensivas.

O primeiro bloco é o societário: cadeia de titularidade clara, contratos e estatuto consolidados, atas registradas, capital integralizado, opções e instrumentos conversíveis documentados. Lacuna aqui atrasa qualquer operação.

O segundo é o decisório: existência de conselho em funcionamento, atas que mostram decisões e não apenas presenças, matriz de alçadas e políticas aplicadas. Investidor procura evidência de processo, não de intenção.

O terceiro é o de conformidade e partes relacionadas. Transações com sócios e familiares precisam estar documentadas em condições de mercado, com aprovação registrada por quem não tinha interesse no negócio.

O quarto é o de continuidade: dependência de fundadores, plano de sucessão, retenção de pessoas-chave. Governança madura reduz o risco percebido — e risco percebido é preço.

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