Governança sofre de um problema de medição: o que é fácil contar raramente é o que importa. Número de reuniões realizadas e atas registradas diz pouco sobre qualidade decisória.
Meça o ciclo da decisão. Percentual de itens deliberativos decididos na própria reunião, tempo médio entre proposta e deliberação e número de itens adiados por material insuficiente revelam onde o processo trava.
Meça a execução. Percentual de encaminhamentos concluídos no prazo acordado em ata é o indicador mais direto de que a governança produz efeito na operação.
Meça a antecedência e a densidade do material: dias de envio prévio, páginas por item, presença de alternativas e recomendação. São os fatores que mais impactam a qualidade do debate.
Meça a cobertura de risco: proporção de riscos do mapa que passaram pelo conselho no exercício. Quatro a seis indicadores bem escolhidos sustentam a conversa com a alta administração — dez viram relatório que ninguém lê.


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