GESTÃO — 15 de julho de 2026

Indicadores de governança que a alta administração entende

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Como medir a função sem transformá-la em contagem de reuniões.

Governança sofre de um problema de medição: o que é fácil contar raramente é o que importa. Número de reuniões realizadas e atas registradas diz pouco sobre qualidade decisória.

Meça o ciclo da decisão. Percentual de itens deliberativos decididos na própria reunião, tempo médio entre proposta e deliberação e número de itens adiados por material insuficiente revelam onde o processo trava.

Meça a execução. Percentual de encaminhamentos concluídos no prazo acordado em ata é o indicador mais direto de que a governança produz efeito na operação.

Meça a antecedência e a densidade do material: dias de envio prévio, páginas por item, presença de alternativas e recomendação. São os fatores que mais impactam a qualidade do debate.

Meça a cobertura de risco: proporção de riscos do mapa que passaram pelo conselho no exercício. Quatro a seis indicadores bem escolhidos sustentam a conversa com a alta administração — dez viram relatório que ninguém lê.

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